Paixão de Cristo em Floriano: Público imerge na história e revive os passos de Jesus






*Paixão de Cristo em Floriano: Público Immerge na História e Revive os Passos de Jesus*


FLORIANO, PIAUÍ – A noite do sábado de aleluia (4) em Floriano foi marcada pela última apresentação da Paixão de Cristo, um espetáculo que para o público não é apenas uma apresentação teatral, mas uma verdadeira viagem no tempo. O Teatro Cidade Cenográfica, o segundo maior a céu aberto do Brasil, encerrou sua temporada deste ano reafirmando que “A Paixão de Cristo” é um dos espetáculos mais tocantes do país, pois proporciona a plateia a sensação de ser testemunha ocular dos últimos dias de Jesus.


Diferente das produções convencionais, onde o público permanece estático em cadeiras ou arquibancadas, a proposta em Floriano é de total imersão. Ao cruzar os portões, o espectador é transportado para a Judeia de dois mil anos atrás. A ambientação meticulosa fez com que cada visitante se sentisse caminhando pelas ruas de Jerusalém.


“Parece que a energia muda, o clima é diferente, a iluminação e o som nos transportam para momentos diferentes, parece que teremos a chance de acompanhar Jesus e ouvir seus ensinamentos, e ao mesmo tempo testemunhar seu calvário, a dor de Maria, e como uma benção ver a ressurreição, é muito emocionante,” falou Kássia Alves que veio com a Caravana do Maranhão.


A produção não poupou esforços para garantir o realismo. Trabalhou nos cenários deixando-os mais imponentes, a mistura entre a vegetação natural, das rochas da região e as construções monumentais criou uma atmosfera de autenticidade rara.
Os figurinos de época com diversos tecidos, texturas e cores foram escolhidos para refletir com fidelidade a hierarquia e o cotidiano da era bíblica, desde o luxo dos palácios de Herodes e Pilatos até a simplicidade das vestes dos apóstolos.


O grande diferencial da Cidade Cenográfica é a proximidade. O público acompanhou cada movimento dos atores com um silêncio reverente, interrompido apenas por suspiros e lágrimas em cenas cruciais.


"Não parece que estamos assistindo a uma peça, parece que estamos lá, no meio da multidão que seguia Jesus. Você sente o peso da cruz, ouve o som das correntes e o olhar dos atores te atravessa", relatou Socorro Leal, emocionada ao final da encenação.


A entrega do elenco foi absoluta. A humanidade impressa na atuação do ator Miguel Rômulo como Jesus, o sofrimento visceral de Silvia Pfeifer que interpretou Maria, o desdém de Herodíades que foi vivida pela atriz Neusa Borges e a tensão nos julgamentos políticos e religiosos que ficaram a cargos dos atores Eriberto Leão que foi Pilatos, Rodrigo Silva como Herodes e Felipe Roque que interpretou Caifás, cenas que foram conduzidas com uma maestria que prendeu a atenção de crianças e adultos. Cada gesto era observado por milhares de pessoas que não queriam perder um segundo da narrativa.


A última noite coroou um trabalho de meses de preparação. O sucesso de público confirma que a fórmula de Floriano é unir fé, arte e cenografia imersiva, o que cria uma conexão que vai além do entretenimento. E ao final, o que se viu foi uma multidão impactada. A Paixão de Cristo em Floriano provou, mais uma vez, que quando o teatro se propõe a quebrar as paredes e convidar o público para dentro da cena, a história deixa de ser contada para ser, verdadeiramente, vivida.


“A cada ano buscamos aperfeiçoar o espetáculo, a narrativa é a mesma, nada muda, o que fazemos é recontar a história de Jesus, e através do nosso trabalho transformar esse pedaço de sertão em um espaço parecido com a Judéia de 2 mil anos. Somos abençoados por ter esse lugar aqui, em Floriano, no sul do Piauí, com uma geografia única e bem semelhante ao que aparece nas pesquisas, tudo converge para Paixão de Cristo, e isso é maravilhoso,” falou César Crispim, diretor do espetáculo


O espetáculo é produzido há 31 anos pelo grupo Escândalo Legalizado de Teatro (ESCALET) e conta com a participação da comunidade no elenco, de jovens produtores na organização de figurinos, adereços, cenários e acessórios.


“Agradecemos a cada um dos envolvidos nesse espetáculo, a produção, os técnicos e o elenco que juntos fazem a Paixão acontecer, e o público que sempre compareceu as apresentações, os turistas e visitantes que acreditam no grupo Escalet e que vivencia a Paixão de Cristo junto conosco a cada ano”, concluiu Crispim.


*Fonte: ASCOM ESCALET*



























































































































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