Houve um tempo em que a distância era vencida pela tinta de uma caneta e por algumas folhas de papel. Antes da internet, dos aplicativos de mensagens e das chamadas de vídeo, as cartas eram o principal meio de comunicação entre familiares, amigos e apaixonados.
Cada carta carregava muito mais do que palavras. Levava saudades, esperança, carinho e histórias. Quem escrevia escolhia cada frase com cuidado, colocava sentimentos em cada linha e aguardava, muitas vezes por semanas, a resposta chegar.
Em São João da Serra e em tantas cidades do interior, o carteiro era recebido com expectativa. Muitas famílias aguardavam notícias de filhos que haviam ido trabalhar em outras cidades, de parentes distantes ou de amigos que jamais deixavam de escrever.
As cartas de amor também marcaram gerações. Eram guardadas em caixas, gavetas e até dentro da Bíblia, como lembranças de momentos especiais. Algumas sobreviveram ao tempo e hoje representam verdadeiros tesouros de família.
Com a chegada da tecnologia, as mensagens ficaram instantâneas, mas perderam um pouco daquele encanto de abrir um envelope, reconhecer a letra de alguém querido e guardar aquele pedaço de papel como uma recordação para toda a vida.
A carta escrita à mão nos lembra que a comunicação vai muito além da rapidez. Ela mostra que dedicar tempo para escrever era também uma forma de demonstrar amor, respeito e consideração.
E você? Já escreveu ou recebeu uma carta que jamais esqueceu? Conte sua história nos comentários da Folha Sanjoense.

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